Tratamento da diabetes ganha novos avanços

Tratamento da diabetes ganha novos avanços

Médicos do Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamentos Celulares da Universidade Maimónides, em Buenos Aires, conseguiram fazer com que as células do pâncreas das pessoas com diabetes voltem a produzir insulina e glucagon, os dois hormônios responsáveis pela redução da taxa de glicose no sangue. A pesquisa representa novos avanços para o tratamento do diabetes.

Os pesquisadores utilizaram células-tronco da gordura para criar Ilhotas de Langerhans, que são grupos de células do pâncreas, constituindo assim a produção de insulina no órgão. Isso quer dizer que a reconstituição das funções dessas células pode ser gerada pelas células-tronco das gorduras do próprio paciente, evitando o risco de rejeição de transplantes.

De acordo com os médicos argentinos, as células-tronco transplantadas para o pâncreas começaram a produzir insulina em cinco dias, velocidade que pode garantir tratamentos em massa no futuro.

Atualmente, o único tratamento de transplante de células para o pâncreas utiliza células de cadáveres ou porcos, o que obriga o paciente a enfrentar uma dieta de remédios para não rejeitar o transplante. Por causa desses remédios, as células do pâncreas não conseguem se regenerar, necessitando de novos transplantes a cada dois anos. Com a nova técnica, isso não será mais um problema porque as células transplantadas serão do próprio paciente, o que vai baratear o custo do tratamento da diabetes.

Para Dr Fabiano Lago, endocrinologista da Estância do Lago Spa & Wellness, esta pesquisa traz dados e descobertas bastante relevantes. “Se estes dados forem replicados e confirmados, é uma nova e promissora terapia que surge para regeneração do funcionamento do pâncreas e cura de muitos pacientes. O baixo índice de rejeição, o menor custo do tratamento em relação a outras formas de terapia que usam células-tronco e o tempo curto para recuperação da função do pâncreas, facilitarão bastante e tornarão este tratamento apto para uso por um grande número de pacientes.”

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 347 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes, que é ocasionada quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não consegue utilizá-la com eficácia.